
Ao ouvir aquela voz do outro lado o coração saltou. E pensar que não fazia mais que 20 minutos, ela estava deitada na cama, vendo a Lua entrar pela janela enquanto ouvia um velho blues e lembrava dele. Saudade demais. Não conseguia nem definir aquilo, era tão grande e tão intenso! Era sim, pura verdade, que ela havia pedido que ele a ligasse, mas não esperava nunca, nunquinha, ouvir o telefone tocar.
-Meu bem, que saudade.
Fazia tempo que ninguém a chamava assim. Não a frase, mas o tom da voz. Um tom feliz e meio receoso, coisa de quem não sabe se deveria mesmo estar fazendo aquilo. O sorriso que brotou na alma era tão grande que faltou-lhe fôlego, e as palavras pareciam não querer sair. Respirou, tomou um gole do vinho, e enfim conseguiu.
-Oi neguinho.
Poucas frases trocadas e o resto do dia virou música mais feliz. Não que o blues não seja belo, mas é triste, compreende? Quis de repente ter asas nos pés. A voz serve pra matar apenas um pouco a saudade declarada aos quatro ventos, mas falta o abraço, o cheiro. Acendeu um cigarro e suspirou. Caiu na risada. Se declarava infinitamente feliz com tão pouco, e isso era belo.
Um som: The Format
Um sentido: Clarice Lispector


3 palavras no chão de giz.:
um simples meu bem, nos ganhamos o dia, e tudo se resume, no sorriso, no abraço, e ne um xero que está por vim, *-*
[ cara uq foi q eu disse oO ]
Sobre sonhos: Eu também não sei o que seria de mim sem eles, mas quando a gente sente MUITA MUITA raiva é como se eles não existissem!
Mas eu gosto de sonhar... HAHAHA!
Preciso escrever mais sobre os meus lá no blog!
"Poucas frases trocadas e o resto do dia virou música mais feliz."
É assim mesmo. : )
é assim mesmo biêh, vem de onde e quando a gente menos espera.
mas a felicidade que dá é de um samba tocando; dentro da gente.
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